Esta es la receta aplicada en Grecia que ha sumergido al país en una verdadera calamidad social. Esta es una de las notas que constituyen el Dossier organizado por Mariana Carneiro.
Fuente: Esquerda.net
La austeridad condena a la población griega a la miseria
Después de cuatro años de implementación, por los gobiernos de la troika, de dos préstamos y de tres memorandos, la población griega está más pobre, aumentó el número de niñas y niños desnutridos y se registró un aumento de la población sin techo ni condiciones de supervivencia, concentrada, esencialmente, en Atenas y Pireus.
Em 2005, 21% da população grega (2.088.701 pessoas) vivia abaixo do limiar da pobreza. Entre 2005 e 2010, a percentagem subiu para 21,4%, o que representa um acréscimo de 0,4%. Já entre 2010 e 2011, registou-se um aumento de 1,5%.
Em 2011, 15,2% da população helénica não conseguia satisfazer as suas necessidades básicas e ter acesso a bens essenciais, contra os 8,8% registados na União Europeia. Em 2012, essa percentagem subiu para 20%.
Há cinco anos atrás, 28,1% da população vivia em risco de pobreza. Três anos depois, 3.403.000 (31%) pessoas eram ameaçadas pela pobreza. Em 2012, estima-se que sejam 3.900.000. Comparativamente, em 2010, a taxa de risco de pobreza na União Europeia a 27 era de 16,4%.
O número de crianças em situação de pobreza também registou um aumento alarmante. Em 2009, 439.000 crianças viviam abaixo do limiar da pobreza, o que equivale a uma percentagem de 23%, contra os 20,5% registados na Europa. Essa percentagem aumentou para 23,7% em 2010.
De acordo com a UNICEF, entre 2009 e 2011, a situação de dezenas de milhares de crianças piorou consideravelmente: 37,1% das crianças em situação de pobreza vive em habitações sem aquecimento adequado e o número de incidentes nas escolas devido a situações de mal nutrição aumentou visivelmente.
Pela primeira vez desde 1950, e desde que teve início a crise, registou-se um aumento da taxa de mortalidade infantil. A esperança média de vida de toda a população também se prevê que tenha diminuído um a dois anos.
Mediante o aumento exponencial do desemprego, a precarização das relações laborais e a depauperação da população, as redes de apoio tradicionais, entre as quais o núcleo familiar, foram-se fragmentando.
Essa fragmentação social traduziu-se, por exemplo, no aumento do número de sem abrigo, que, em 2010, já ultrapassava os 20 mil. Mais de metade dos sem abrigo encontram-se em Atenas e Pireus, onde, entre 2009 e 2011, o seu número aumentou 25%.
Segundo um estudo promovido pela Organização Não Governamental (ONG) Klimaka, divulgado em dezembro de 2012 (ler artigo Grécia: um em cada cinco sem abrigo tem um curso superior), a maior parte dos sem abrigo na Grécia trabalhava em profissões que foram particularmente atingidas pela crise e um em cada cinco (20%) sem abrigo completou uma licenciatura.
A grande maioria dos sem abrigo (64,8%) começou a viver nas ruas há menos de dois anos, ou seja, após a implementação do primeiro pacote de austeridade imposto pela troika, em fevereiro de 2010.
Segundo a Klimaka, estes cidadãos, muitos deles com sérios problemas de saúde, estão “completamente excluídos do sistema de saúde pública”.